Com o avanço acelerado da geração de energia no Brasil — especialmente por fontes renováveis e projetos de menor porte muitas redes de transmissão e distribuição enfrentam saturação ou limitações de capacidade para novos acessos. Diante desse cenário, torna-se fundamental buscar alternativas mais flexíveis e viáveis sob o ponto de vista técnico, regulatório e econômico.
Nesse contexto, as linhas de distribuição em 69 kV ganham protagonismo como uma opção estratégica para conectar usinas centralizadas, especialmente aquelas classificadas como Centrais Geradoras de Capacidade Reduzida (CGCR). Dependendo do modelo de negócio e da topologia do sistema, essa solução pode representar o melhor equilíbrio entre agilidade, capex reduzido e viabilidade operacional.
⚡ Por que a rede de 69 kV vem ganhando destaque?

Essa faixa de tensão, tradicionalmente associada à média tensão, oferece diversas vantagens práticas e regulatórias:
- 💰 Menor custo de implantação: A infraestrutura exigida é mais simples e menos onerosa se comparada a conexões em 138 ou 230 kV.
- ⏱️ Agilidade no cronograma: A construção e liberação de linhas de 69 kV tende a ser mais rápida, acelerando o início da operação comercial.
- 🛤️ Facilidade de acesso: Em muitas regiões remotas, essa rede é a única infraestrutura disponível para escoamento de geração.
- 📄 Menor complexidade regulatória: Por não acessarem a rede básica, esses projetos têm exigências menos rigorosas junto à ANEEL e ONS.
🌱 O papel das CGCRs na diversificação da matriz elétrica
As Centrais Geradoras de Capacidade Reduzida (CGCR) são projetos com potência limitada a 5 MW por titular, conforme a regulamentação vigente. A criação de complexos compostos por múltiplas CGCRs com titularidades distintas permite escalar a capacidade total sem perder os benefícios regulatórios dessa modalidade.
Nesse formato, o empreendedor acessa vantagens importantes:
- ✅ Dispensa da certificação de campanha de medição e da comprovação de produção de energia;
- ✅ Não se aplicam as exigências de Garantia do Parecer de Acesso (GPA) e da Garantia do Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (GPC) — reduzindo burocracia e riscos financeiros.
*Importante: essas condições se aplicam apenas quando a conexão não ocorre por meio de DIT (Demais Instalações de Transmissão), conforme normas da ANEEL.
📊 Viabilidade: técnica, financeira e estratégica

Apesar do cenário mais otimista quanto à disponibilidade de escoamento em algumas redes de 69 kV, é indispensável uma análise criteriosa para cada projeto. Assim como ocorre em outros níveis de tensão, a conexão só deve ser feita após:
- ✅ Estudos de viabilidade técnica e financeira bem estruturados;
- ✅ Avaliação da capacidade real da rede de 69 kV no ponto de conexão;
- ✅ Alinhamento com a distribuidora local para definição de responsabilidades e regras operacionais;
- ✅ Verificação de requisitos de proteção e estabilidade do sistema.
✅ Conclusão
A conexão de CGCRs via linhas de 69 kV representa uma solução realista e eficaz para expansão de alguns casos de geração distribuída e centralizada de menor porte no Brasil. Quando bem planejada e alinhada às diretrizes regulatórias, essa alternativa reduz barreiras para novos investimentos e acelera a diversificação da matriz elétrica nacional.
Na Energo, acompanhamos de perto essas evoluções e apoiamos nossos parceiros a estruturar projetos com segurança e inteligência regulatória. Quer saber se seu empreendimento pode se beneficiar desse modelo?
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